Diagnóstico, os cinco números decisivos e as três recomendações prioritárias para 2026.
Lindbergh é um deputado federal eleito por quociente partidário (não por votação própria), com base popular, periférica, jovem-adulta e de menor escolaridade formal, fortemente ancorada em duas praças: Rio de Janeiro (59.062 votos, 38,8%) e Nova Iguaçu (25.339 votos, 16,65%) — juntas, 55,4% de todo o voto. Seu teto real de 2022 (152.219 votos) o coloca folgadamente acima da régua de eleitos (33.368), mas 29.229 votos abaixo do quociente eleitoral (181.448), o que significa dependência da federação para a cadeira. Seu principal risco é duplo: erosão nas duas âncoras (difícil de repor) e o flanco "muito discurso, pouca obra" — pico de 1.071 proposições em 2025, mas execução de emendas do mandato praticamente zerada.
Ação: fixar comitê-sede em Nova Iguaçu e presença permanente na Zona Oeste/Jacarepaguá; 45% da verba de território para defesa.
Porquê: Rio + Nova Iguaçu sustentam 55,4% do voto (84.401 votos); qualquer perda aqui é dificílima de repor e compromete o quociente.
Ação: montar célula de campo e agenda de rua nos endereços do radar (Colégio Paraíso, CAIC Elomir Silva, E.E. Elisiário Mata).
Porquê: São Gonçalo rende só 0,83% de share e Maricá 0,36%, muito abaixo da média de 1,82%. São 795 votos no topo do radar em cidades onde ele quase não aparece — maior retorno por real.
Ação: dobradinha principal com Elton Cristo (PP) — 30.200 votos, 4.794 seções em comum — e alinhamento interno com Robson Leite (PT) — 6.860 seções compartilhadas.
Porquê: o gap é de 29.229 votos; radar (1.060) + solo barato (10.022) + reforço cruzado de aliados cobrem a maior parte do caminho e viram Lindbergh em puxador da federação.
"Blindar as âncoras, converter os colégios subexplorados e adensar a base afim — para transformar 29 mil votos de gap em excedente que puxa a federação, deixando de depender do quociente partidário."
Cada seção analítica termina em Leituras estratégicas — as caixas douradas — que convertem os números em decisões. Os painéis gráficos plotam exclusivamente os números oficiais consolidados pela plataforma VotoAlvo. O Plano de Investimento (páginas 17–19) traduz o diagnóstico em alocação percentual de verba e um plano de 90 dias em marcos.
O histórico oficial mostra um político em movimento constante entre cargos e escalas de votação.
| Ano | Cargo | Partido | Votos (1º turno) | Resultado |
|---|---|---|---|---|
| 2018 | Senador | PT | 1.419.676 | Não eleito |
| 2020 | Vereador (Rio de Janeiro) | PT | 24.912 | Eleito por QP |
| 2022 | Deputado Federal | PT | 152.219 | Eleito por QP |
Disputa majoritária estadual, com 1.419.676 votos, sem eleição. É a maior massa de votos do histórico, mas em eleição de voto majoritário, onde não bastou para a cadeira.
Recuo drástico de escala — 24.912 votos — mas com ganho decisivo: eleito, ancorando-se no município do Rio. O retorno a uma base municipal concreta.
Salto de 24.912 para 152.219 votos, eleito por quociente partidário, com a 8ª posição entre 1.083 concorrentes. A base municipal virou candidatura estadual competitiva.
Depois da derrota majoritária de 2018, houve uma reconstrução de base a partir da vereança no Rio (2020) que se projetou com força para a Câmara em 2022 — um crescimento de mais de 6 vezes em votos entre 2020 e 2022, ainda que em disputas de natureza distinta.
Ao mesmo tempo, há concentração no topo (Rio + Nova Iguaçu = 55,4% dos votos). A leitura combinada: base com duas âncoras fortes, mas com lastro capilar espalhado pelo estado — condição favorável para crescer sem depender só das duas praças principais.
Quociente aproximado (fronteira da última cadeira): 181.448 votos. Votos do candidato: 152.219. Gap: −29.229 — ele ficou abaixo da linha do quociente, tendo sido eleito por quociente partidário (QP). A cadeira veio com o apoio da legenda/federação, não por atingir o quociente sozinho.
152.219 votos distribuídos em 92 municípios e 31.692 seções.
| Município | Votos | % do candidato | % local (share) |
|---|---|---|---|
| Rio de Janeiro | 59.062 | 38,80% | 1,56% |
| Nova Iguaçu | 25.339 | 16,65% | 5,23% |
| Duque de Caxias | 6.355 | 4,17% | 1,20% |
| São Gonçalo | 4.287 | 2,82% | 0,83% |
| Volta Redonda | 3.741 | 2,46% | 2,09% |
| São João de Meriti | 3.358 | 2,21% | 1,16% |
| Niterói | 3.045 | 2,00% | 0,93% |
| Belford Roxo | 2.957 | 1,94% | 1,12% |
| Barra Mansa | 2.476 | 1,63% | 2,30% |
| Petrópolis | 2.445 | 1,61% | 1,32% |
Rio das Pedras (Jacarepaguá) aparece em vários dos maiores redutos (Escola Jorge Amado, CAIC Euclides da Cunha, CIEP Lauro de Oliveira Lima) e Cabuçu/Palhada/Marapicu em Nova Iguaçu (CIEP 168, CIEP 166, CIEP 360). Há uma base territorial nítida e localizada.
Receita total: R$ 2.020.201,00, com forte dependência partidária: R$ 1.487.300 vieram do próprio PT, contra R$ 522.805 de pessoas físicas e R$ 10.096 de financiamento coletivo.
| Candidato | Partido | Votos | Custo/voto |
|---|---|---|---|
| Doutor Luizinho | PP | 190.071 | R$ 3,07 |
| General Pazuello | PL | 205.324 | R$ 3,44 |
| Hélio Fernando | PL | 132.986 | R$ 5,38 |
| Daniela do Waguinho | UNIÃO | 213.706 | R$ 6,86 |
| Táliria Petrone | PSOL | 198.548 | R$ 7,80 |
| Lindbergh Farias | PT | 152.219 | R$ 13,65 |
| Gutemberg Reis | MDB | 133.612 | R$ 17,13 |
O custo por voto de Lindbergh (R$ 13,65) foi um dos mais altos entre os eleitos listados — mais caro que o de Táliria Petrone e Tarcísio Motta (R$ 8,64), que tiveram mais votos. Ficou abaixo do custo mediano da disputa (R$ 32,73), então não foi ineficiente frente aos 1.083 concorrentes, mas foi caro comparado aos campeões de eficiência do bloco de eleitos. Grande parte da verba foi para impulsionamento digital e material impresso, além de R$ 175.000 em serviços advocatícios e doações financeiras a outros candidatos (Roberto Monteiro Soares: R$ 102.600 + R$ 40.000).
Base territorial: ancorada no Rio (Jacarepaguá/Rio das Pedras) e na Baixada (Nova Iguaçu). O retrato é de uma base popular, periférica, feminina, jovem-adulta e de escolaridade formal mais baixa.
Quatro decisões que decorrem diretamente dos números do diagnóstico.
A força concentrada nessas praças (59.062 e 25.339 votos) é o ativo mais valioso, e Nova Iguaçu, com share local de 5,23% contra média de 1,82%, é o exemplo de penetração máxima.
Implicação prática: blindar estrutura, lideranças e presença nesses redutos deve ser prioridade orçamentária número um, pois qualquer erosão aqui é dificílima de repor no resto do estado.
São Gonçalo (share de 0,83%) e Duque de Caxias (share de 1,20%) são cidades enormes onde ele fica abaixo da própria média — é a fraqueza mais cara. O radar de potencial aponta exatamente para lá: vários alvos de alta eficiência em São Gonçalo (Escola Presidente Castelo Branco, Universo, Colégio Paraíso) e Maricá, além de Belford Roxo.
Implicação prática: direcionar campanha de solo para esses locais grandes de baixo share pode render mais voto por real do que reforçar onde já se é forte.
152.219 votos contra um quociente aproximado de 181.448. A eleição veio por quociente partidário, o que indica dependência da legenda para a cadeira.
Implicação prática: o perfil "capilar+perto" (Gini 0,4163, presença em 31.692 seções) mostra que há terreno espalhado para crescer; a meta de 2026 deve ser buscar os ~29 mil votos adicionais para deixar de depender do QP, explorando dobradinhas de base afim (Elton Cristo/PP: afinidade 0,56 e 30.200 votos em 4.794 seções em comum; Ferreirinha/PSB: 0,521; Robson Leite/PT: 0,484 com 6.860 seções em comum).
A persona (Fundamental Incompleto +8,5 pontos; faixas de 21 a 44 anos com diferenças positivas) define claramente o público.
Implicação prática: a mensagem e o investimento digital pesado já usado em 2022 devem ser calibrados para esse perfil, e o custo por voto de R$ 13,65 — alto frente aos campeões de eficiência dos eleitos — precisa ser vigiado para que a verba, majoritariamente partidária (R$ 1,487 milhão do PT), converta melhor em voto.
A distribuição por tipo revela um perfil de atuação fortemente centrado em instrumentos de fiscalização e articulação política, não em legislação estruturante: 683 REQ, 375 RPD, 239 DOC, 64 PL, 12 PEC e 8 PLP.
| Ano | Proposições | Discursos | Eventos |
|---|---|---|---|
| 2023 | 281 | 63 | 184 |
| 2024 | 150 | 59 | 142 |
| 2025 | 1.071 | 137 | 160 |
| 2026 (parcial) | 110 | 10 | 69 |
O salto de 2025 coincide com o pico de discursos (137). Isso indica uma intensificação deliberada da atividade no ano pré-eleitoral, com o parlamentar ganhando protagonismo no debate. A pauta recente reforça esse posicionamento: PLs sobre limite de juros, proibição de jogos de azar, publicidade de apostas, crimes hediondos e soberania nacional — temas de forte apelo popular e midiático.
O campo de proposições aprovadas ou transformadas em norma aparece vazio nos dados oficiais. O volume não se converteu (nos dados disponíveis) em leis sancionadas. A força está na presença e na agenda, não em entregas legislativas consumadas.
| Ano | Valor (R$) |
|---|---|
| 2023 | 452.839,35 |
| 2024 | 378.387,67 |
| 2025 | 451.364,73 |
| 2026 (parcial) | 182.383,32 |
Uso estável e elevado nos anos cheios, com leve recuo em 2024. O patamar de 2025 acompanha o pico de atividade legislativa daquele ano.
O detalhamento mostra que quase todo o valor pago vem de UMA única emenda de 2019: Mesquita-RJ, Saúde, R$ 4.193.840 empenhados e R$ 3.818.840 pagos. Todas as demais entregas com pagamento efetivo são simbólicas: Maricá-RJ (R$ 200), Nova Iguaçu-RJ (R$ 100).
Os municípios beneficiados — Mesquita, Nova Iguaçu, Maricá, Magé, Paty do Alferes — concentram-se na Baixada Fluminense, exatamente o território da frente parlamentar da qual participa. Há coerência geográfica, mas o volume efetivamente entregue é antigo (2019) e concentrado em um único município. O mandato atual (2023–2026) tem execução de emendas praticamente inexistente nos dados.
Pico de 1.071 proposições e 137 discursos no ano pré-eleitoral, com pauta popular (juros, apostas, jogos de azar, segurança). Implicação: transformar esse volume em mensagem — "deputado atuante, presente no debate nacional" — com limite de juros e proteção contra endividamento como carro-chefe.
O valor pago relevante é de 2019 e concentrado em Mesquita; emendas de 2024 quase não saíram do papel. Implicação: o adversário pode explorar "muito discurso, pouca obra". Urgente destravar e comunicar entregas físicas na Baixada, ou reposicionar a narrativa para a atuação temática/nacional.
A geografia das emendas coincide com a Frente da Baixada Fluminense e a origem de vereador. Implicação: consolidar a Baixada como reduto, ancorando a campanha no vínculo territorial e municipalista — mas somente se houver entregas visíveis para sustentar o discurso.
Comissões (Orçamento, Saúde/PEC 14), frentes e PLs recentes convergem para servidores, saúde e proteção ao consumidor. Implicação: segmentar a comunicação por públicos organizados (agentes de saúde, servidores, vereadores), que podem funcionar como capilaridade de mobilização.
Observação metodológica: todos os números acima são os constantes das bases oficiais (Câmara dos Deputados e Portal da Transparência/CGU). Não há, nos dados, registro de proposições transformadas em norma.
Apenas três municípios respondem por quase 60% de toda a votação: Rio de Janeiro (59.062 votos, 38,8%), Nova Iguaçu (25.339, 16,65%) e Duque de Caxias (6.355, 4,17%). Cruzando com o IBGE, esses três polos são justamente os de maior porte econômico e populacional do território mapeado: o Rio tem 2.396.117 pessoas ocupadas (2021) e receita municipal de R$ 33,2 bilhões (2022); Duque de Caxias reúne 167.915 ocupados e receita de R$ 3,93 bilhões. A força está ancorada em cidades densas — exatamente o tipo de território que rende num cargo proporcional.
Em Nova Iguaçu o candidato atingiu 5,23% dos votos válidos do município, o maior percentual entre as cidades grandes da base. No Rio, apesar do volume absoluto gigante, o percentual foi de apenas 1,56% — a capital entrega votos por tamanho, não por penetração proporcional.
São Gonçalo é a segunda maior concentração de pessoal ocupado da base fora da capital (121.551 pessoas, receita de R$ 2,46 bilhões), mas rendeu apenas 4.287 votos (0,83%) — um dos piores percentuais entre as cidades grandes. O mesmo padrão aparece em Belford Roxo (2.957 votos, 1,12%) e São João de Meriti (3.358, 1,16%). Existe massa de eleitores instalada em municípios onde o candidato ainda vota abaixo do próprio potencial. Território conhecido, populoso, mas subexplorado.
A média de share do candidato nos locais de referência é 1,82%; o radar lista seções grandes onde ele ficou muito abaixo disso. O potencial somado dos 16 alvos de topo é de 1.060 votos adicionais, em três frentes:
Boaçu, Trindade, Rio do Ouro, Paraíso, Brasilândia, Pacheco — seções com 5.000 a 7.400 votos no cargo e share do candidato entre 0,46% e 0,86%.
São José do Imbassaí, Centro, Jardim Atlântico Central — o candidato teve só 552 votos no município (0,36%); seções grandes praticamente inexploradas (share 0,34%–0,58%).
Rio de Janeiro (Barra da Tijuca, Cosmos), Belford Roxo e Campos dos Goytacazes.
Não são zonas onde o candidato é fraco por natureza, e sim locais grandes onde ele rende menos do que rende em média em outros lugares parecidos. É onde cada real de campanha compra mais voto.
Base popular, periférica, feminina, jovem-adulta e de escolaridade formal mais baixa. Isso conversa diretamente com o mapa: Nova Iguaçu, São Gonçalo e a Baixada são justamente o território onde esse perfil se concentra. A mensagem e os canais de campanha precisam falar essa língua.
Análise de sensibilidade: parte dos 152.219 votos oficiais de 2022 e aplica variações hipotéticas de desempenho. Não são previsão de resultado. Régua de referência: menor votação eleita no cargo em 2022 — 33.368 votos.
| Cenário | Variação hipotética | Votos projetados | Acima da régua? | Distância da régua |
|---|---|---|---|---|
| Conservador | −12% | 133.953 | Sim | +100.585 |
| Base | 0% | 152.219 | Sim | +118.851 |
| Otimista | +15% | 175.052 | Sim | +141.684 |
Interpretação: mesmo no cenário conservador, a votação projetada (133.953) ficaria muito acima da régua (33.368) — folga de mais de 100 mil votos. Numa proporcional, porém, ultrapassar a régua individual não basta: o que decide a cadeira é o quociente eleitoral e a força da federação/coligação. A questão de 2026 não é sobreviver à régua — é quanto de excedente o candidato entrega para a federação.
Rio, Nova Iguaçu e Duque de Caxias sustentam quase 60% do voto. Num cargo proporcional, essa concentração é ativo: reduz custo e facilita operação de terra. Implicação: blindar os três polos antes de expandir — perder base aqui compromete o quociente.
Municípios grandes, com massa de eleitores, mas penetração de 0,83% a 1,16% — abaixo do potencial do próprio candidato. Implicação: prioridade de correção, não de descoberta.
Share médio de 1,82% e potencial somado de 1.060 votos só no topo da lista. Implicação: direcionar verba e agenda de rua para os endereços específicos, em vez de pulverizar — eficiência marginal alta.
A persona popular, feminina e jovem-adulta coincide com as regiões de força e de oportunidade. Implicação: mensagem, linguagem e canais calibrados para esse público na Baixada e no leste metropolitano — o excedente acima da régua vira contribuição real para a federação.
Esta seção foi construída exclusivamente sobre dados oficiais consolidados e sobre o enquadramento analítico da lógica proporcional. Por integridade, itens de conjuntura recente que exigem fonte externa (pesquisas com registro no TSE, desenho de federação 2026, adversários, indicadores de segurança) estão sinalizados como [VERIFICAR] e devem ser completados com fontes oficiais e imprensa reconhecida antes de uso público. Nenhuma dessas lacunas foi preenchida por estimativa.
O candidato é Luiz Lindbergh Farias Filho (nome de urna Lindbergh Farias), do PT, no Rio de Janeiro. Em 2022 foi eleito Deputado Federal por quociente partidário (QP), dentro da federação PT/PC do B/PV; à época, sua ocupação declarada era vereador. Para 2026, o alvo é a reeleição na mesma disputa proporcional — sem mudança de cargo. Por ser eleição proporcional, o que decide não é apenas o voto individual, e sim o quociente eleitoral, a força da federação/coligação e a régua dos eleitos; e base territorial concentrada funciona.
A meta não é só "fazer votos", é fazer votos no lugar certo e ajudar a federação a puxar cadeiras — em 2022 a entrada foi por QP, o que reforça a dependência do desempenho coletivo da legenda.
O histórico municipal (vereador) + federal sugere capital político enraizado; a estratégia inteligente é blindar redutos e adensar, não pulverizar — priorizando verba e agenda nos municípios/zonas de maior rendimento.
Antes de metas de voto, é preciso fechar o desenho de federação/coligação e o palanque estadual — variáveis que organizam TV, dinheiro e território. Verificar
Tratar como tema de agenda pública, com dados oficiais (ex.: ISP-RJ) e propostas — tom institucional, sem personalização ou acusação. Verificar
| Item | Fonte recomendada | Status |
|---|---|---|
| Composição da federação do PT válida para 2026 e nº de cadeiras do RJ | TSE · imprensa reconhecida | ⏳ Verificar |
| Pesquisas de governo do RJ / Senado 2026 (instituto, registro TSE, data de campo) | Registro TSE + veículo divulgador | ⏳ Verificar |
| Palanque estadual apoiado pelo PT e mapa de apoios municipais | Imprensa reconhecida | ⏳ Verificar |
| Adversários relevantes na disputa da bancada federal do RJ | TSE (resultados 2022) + imprensa | ⏳ Verificar |
| Indicadores oficiais de segurança pública (período e recorte territorial) | ISP-RJ / SESEG-RJ | ⏳ Verificar |
| Prioridades do eleitor fluminense em pesquisas de opinião | Pesquisas com ficha técnica | ⏳ Verificar |
Regra aplicada: pesquisas devem ser citadas como contexto, com ficha técnica e registro, sem reprodução integral de tabelas (direito dos institutos). Tom recomendado em segurança pública: números e políticas públicas, nunca acusação personalizada.
Os 12 maiores colégios do candidato. Fonte: TSE, resultados por município.
Quase todo o valor pago vem de uma única emenda de 2019 (Mesquita-RJ, Saúde). As emendas do mandato atual praticamente não foram executadas — o flanco "muito discurso, pouca obra" a mitigar.
Cenários estatísticos de sensibilidade sobre a votação de 2022 — não são previsão de resultado.
A sobrevivência à régua está garantida em qualquer cenário. Em eleição proporcional, porém, o que decide a cadeira é o quociente eleitoral e a força da federação. A questão de 2026 não é sobreviver à régua — é quanto de excedente o candidato entrega para a federação, transformando o gap de −29.229 votos em contribuição de puxador.
Referência de eficiência histórica (TSE), não promessa de voto. Elasticidade gasto→voto: R² de 0,6024 (correlação 0,62) — o gasto explica parte, não tudo, do resultado.
| Prioridade | Município | % da verba de território | Justificativa nos dados |
|---|---|---|---|
| 1. Blindar | Rio de Janeiro | 30% | Âncora nº 1: 59.062 votos (38,8%). Maior colégio da pivotalidade (3.100.737 votos). Onde há mais a perder. |
| 2. Blindar | Nova Iguaçu | 15% | Âncora nº 2: 25.339 votos (16,65%), share de 5,23% — a maior penetração. Rio + Nova Iguaçu = 55,4% do voto. |
| 3. Expandir | São Gonçalo | 20% | Maior bolsão do radar: 417 votos em 6 locais (Boaçu, Trindade, Rio do Ouro, Paraíso, Brasilândia, Pacheco), share de 0,46%–0,86%. |
| 4. Expandir | Maricá | 15% | Segundo bolsão: 378 votos em 5 locais (São José do Imbassaí, Centro, Jardim Atlântico Central), share 0,34%–0,58%. Cidade quase virgem. |
| 5. Adensar | Rio (Barra/Cosmos) + Belford Roxo + Campos | 10% | Radar: 265 votos — Colégio Santo Agostinho/Barra (71), CIEP Togo Renan/Cosmos (62), CIEP 027/Belford Roxo (62), CIEP Villa-Lobos/Campos (70). |
| 6. Capilaridade barata | Zona Oeste do Rio (Bangu, Campo Grande, Senador Camará) | 10% | Plano de solo de menor custo por voto (~R$ 14,07/voto): 881 locais, R$ 145.544,56, 10.022 votos planejados. |
Colégio Paraíso/Paraíso (71 votos) · E.M. Presidente Castelo Branco/Boaçu (74) · UNIVERSO/Trindade (73) · E.E. Dorval Ferreira/Rio do Ouro (73).
Colégio Municipal Elomir Silva-CAIC/São José do Imbassaí (83 — o maior potencial isolado) · E.E. Elisiário Mata/Centro (78) · CEPT Zilca Fontoura/Centro (74).
Elasticidade média de 0,695 (cada 1% a mais de gasto ≈ 0,695% a mais de voto no gasto típico), com retorno marginal decrescente (R² 0,60). Custo por voto de R$ 13,65 — abaixo da mediana (R$ 32,73), mas caro frente aos campeões: peso forte no que já converte e disciplina para não estourar onde o retorno cai.
| Bloco | % sugerido | Ancoragem nos dados |
|---|---|---|
| Território (solo, comitês, mobilização) | 40% | Plano de solo entrega 10.022 votos a ~R$ 14,07/voto — o mais barato disponível. Onde o real compra mais voto. |
| Digital (impulsionamento segmentado) | 30% | Canal já dominante em 2022; persona jovem-adulta e popular responde a digital. Segmentar para não pagar por alcance vazio. |
| Estrutura (equipe, lideranças, logística) | 20% | Concentrada em Nova Iguaçu e São Gonçalo (maior pivotalidade e maior potencial de radar). |
| Produção (material, conteúdo, criação) | 10% | Suficiente para abastecer os 4 municípios-foco sem inflar custo por voto. |
Parar o gasto num local quando o custo por voto local ultrapassar a mediana da disputa (R$ 32,73). A partir daí, o retorno marginal tende a zero.
| Parceiro | Partido | Votos | Afinidade | Seções em comum | Por quê |
|---|---|---|---|---|---|
| Elton Cristo | PP | 30.200 | 0,56 | 4.794 | Maior volume entre os afins e enorme sobreposição territorial. Reforço de base de maior escala. |
| Robson Leite | PT | 14.335 | 0,484 | 6.860 | Mesma legenda e a maior sobreposição de seções — capilaridade PT dentro da federação. |
| Ferreirinha | PSB | 6.203 | 0,521 | 2.364 | Boa afinidade e volume relevante, aliado de campo próximo. |
| Cenário | Variação | Votos projetados | Folga sobre a régua (33.368) | Distância do quociente (181.448) |
|---|---|---|---|---|
| Conservador | −12% | 133.953 | +100.585 | −47.495 |
| Base | 0% | 152.219 | +118.851 | −29.229 |
| Otimista | +15% | 175.052 | +141.684 | −6.396 |
Leitura: a sobrevivência à régua está garantida (folga de +100 mil no pior caso). A meta acionável é fechar o gap de 29.229 votos para deixar de depender do QP. Radar (1.060 votos) + plano de solo barato (10.022) já cobrem a maior parte do caminho no cenário base.
Erosão em Rio + Nova Iguaçu é dificílima de repor — por isso 45% da verba de território vai para defesa.
R$ 13,65/voto com elasticidade 0,695 (R² 0,60): gasto sem segmentação queima verba sem virar voto.
Emendas de 2024 quase sem execução; adversário pode explorar. Mitigar com narrativa temática/nacional.
A ~R$ 14,07/voto — o dinheiro mais barato da mesa, executável já no mês 1.
Somando os maiores alvos do radar em cidades onde hoje o candidato quase não aparece.
4.794 seções em comum e 30.200 votos de base afim para reforço cruzado imediato.
Relatório produzido pela plataforma VotoAlvo, com apoio de inteligência artificial proprietária, a partir EXCLUSIVAMENTE de dados oficiais (TSE, IBGE, Câmara dos Deputados e Portal da Transparência/CGU). Projeções são cenários estatísticos, não previsões de resultado. Confira sempre os números nas fontes citadas.
| Fonte | O que forneceu |
|---|---|
| TSE — Tribunal Superior Eleitoral | Resultados por município, zona e seção (2018, 2020, 2022); prestação de contas de campanha (receitas, despesas, custo por voto); régua dos eleitos e quociente eleitoral aproximado. |
| IBGE — Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística | Indicadores municipais: população ocupada, receitas municipais e porte econômico dos territórios da base. |
| Câmara dos Deputados — Dados Abertos | Proposições, discursos, eventos, comissões, frentes parlamentares e despesas da cota parlamentar (2023–2026). |
| Portal da Transparência / CGU | Emendas parlamentares: valores empenhados e pagos, por função e por município beneficiado. |
"Blindar as âncoras, converter os colégios subexplorados e adensar a base afim — para transformar 29 mil votos de gap em excedente que puxa a federação."